O
deserto de Namib é uma das paisagens mais
impressionantes do planeta, com cenários surreais que
variam de planícies de cascalho e rochas a verdadeiros
mares de areia com dunas gigantescas, como Dune
Seven.
Mais famosas ainda são as dunas vermelhas de Sossusvlei, que fazem
parte do Namib-Naukluft Park. Este
parque é a maior reserva animal da África e hospeda uma
grande variedade de plantas e animais adaptados à
sobrevivência no deserto que não são encontrados em
nenhum outro lugar da Terra. O Namib é o deserto mais
antigo do mundo e um dos maiores, avançando até a costa
e nela mergulhando, num espetáculo para os olhos que
pode ser conferiso em Sandwich Harbour, . Na
costa se encontram algumas cidades, como Swakopmund, uma
curiosa cidade colonial germânica vizinha das areias
escaldantes do deserto. Também entre o mar e o deserto
está Walvis Bay, maior
produtora de sal do continente. O Namib é sem dúvida
uma espantosa obra de arte da natureza, tanto que
inspirou o nome do fascinante país que o abriga: a Namíbia.
DUNE SEVEN
Dizem que Dune Seven leva este nome por ser a sétima
maior duna do mundo, com mais de 50m de altura. Seja
folclore ou não, quem tem fôlego suficiente para
encarar uma longa subida por suas areias grossas e fofas
pode apreciar uma vista, esta sim, de tirar a
respiração.
SOSSUSVLEI
O mais impressionante conjunto de dunas do Namib, que
atingem altitudes de até 325 m. Seu característico tom
vermelho-ocre ocorre pela manhã, quando o nascer do sol
sobre as dunas proporciona um verdadeiro show de luzes,
sombras e cores, indescritível e inigualável.
NAMIB-NAUKLUFT PARK 
Com quase 5 milhões de hectares, o Namib-Naukluft Park
é o quarto maior parque do mundo e a maior reserva
animal do continente africano. Em suas planícies de
cascalho, mares de dunas, penhascos e pântanos vive uma
variedade incrível de espécies. As grandes estrelas
são os "gemsboks", elegantes antílopes com
chifres que chegam a atingir 1,2 m. Os
"gemsboks" suportam temperaturas superiores a
45° C e podem ser vistos no deserto (onde costumam fazer
incursões em grupos), no brasão de armas da Namíbia e
em suas notas de 100 dólares. Outras espécies do
Namib-Naukluft Park não são encontradas em nenhum outro
ecossistema. A maior parte delas são animais que
conseguem o que parecia impossível: viver no deserto a
temperaturas além de 40° C. Cada um se vira como pode:
uns vivem no subsolo onde as variações de temperatura
são mínimas, outros sobre as plantas para escapar à
superfície quente da areia. São animais somente
encontrados no Namib-Naukluft os "Tenebrionid
beetles", a "dune lark" e a "Gray's
lark", a "side-winding adder", a
"namib Goldens mole", a "Grant's Golden
Mole", o "Setzer's Hairy-footed Gerbil", o
"dune hairy-footed gerbil", o "Anchieta's
dune lizard" e o quase translúcido "palmato
Gecko". O peculiar "Skoog's Lizard" é um
lagarto vegetariano que quando se sente em perigo
mergulha rapidamente na areia num movimento de parafuso.
Outra curiosidade do parque é a Welwitschia, uma planta
que vive mais de mil anos. A Welwitschia aparenta ter
inúmeras folhas, mas na verdade ela tem apenas duas que
crescem continuamente e se dividem em tiras.
SANDWICH HARBOUR
Ao contrário do que o
nome sugere, Sandwich Harbour não é um porto
("harbour", em inglês), mas sim uma lagoa
costeira que ainda mantém a comunicação com o mar.
Antigamente ela era de fato usada como porto pelos navios
que passavam pela região, mas hoje está mais para
aeroporto: são mais de 180 mil aves que habitam a lagoa,
97% das quais na sua porção sul, fazendo desta região
um santuário ecológico. Mais ao norte não há tantos
pássaros, mas há dunas banhadas por piscinas de água
do mar que são um dos cartões postais da Namíbia.
SWAKOPMUND
A mais popular estância de férias da Namíbia é um
festival de contrastes: uma ex-colônia alemã em plena
África, situada entre as águas do Oceano Atlântico e a
aridez do Namib. O bonito conjunto arquitetônico alemão
data do início do século e está muito bem preservado.
A influência germânica não pára por aí: muitos dos
habitantes de Swakopmund ainda falam alemão.
WALVIS BAY
Walvis Bay é uma cidade portuária voltada para o
comércio, a pesca e a extração de sal que tem entre
seus encantos uma lagoa repleta de flamingos. A lagoa faz
parte da Walvis Bay Nature Reserve e reúne cerca de 80
mil aves no verão, incluindo, além de Flamingos,
"curlew sandpipers", "sanderlings" e
"little stints".
NAMÍBIA
História.
A Namíbia é uma das mais jovens
nações da África, embora a ocupação humana desta
região remonte à Idade da Pedra. O navegador português
Diego Cão foi o primeiro europeu a pisar nem solo
namibiano, em 1486. A ele seguiram-se os ingleses e
depois os alemães, os quais gradativamente assumiram o
controle total do território através de uma série de
"acordos de proteção" realizados a partir de
1884 com diversas tribos. Em 1893 os Witbooi Nama se
recusaram a assinar um "acordo de proteção" e
foram atacados pelas forças alemãs. A partir daí uma
série de tribos se rebelaram contra a ocupação
germânica, sendo igual e brutalmente reprimidas. O maior
levante foi o dos Herrero que, ao serem derrotados, foram
obrigados por decreto a abandonar o território, caso
contrário seriam executados. Dezenas de milhares foram
forçados a fugir para as áridas regiões a leste da
Namíbia e lá morreram de fome e sede. A repressão dos
grupos étnicos locais pela Alemanha custou a vida de
metade da população do território. Após a Primeira
Guerra, a Alemanha perdeu a Namíbia para a África do
Sul, que em 1920 obteve da Liga das Nações um mandato
sobre o território. Com o fim da Liga das Nações, a
África do Sul foi paulatinamente ampliando seu controle
sobre a Namíbia, inclusive estendendo a esse país o
regime de apartheid, sem o consentimento da ONU e sob os
protestos da mesma e de várias nações da África. Em
1971 a Corte Internacional de Justiça decidiu que a
presença sul-africana na Namíbia era ilegal. Tal
decisão foi igualmente ignorada pela África do Sul e a
SWAPO, organização nacionalista negra liderada por Sam
Nujoma, iniciou a guerrilha contra a ocupação
sul-africana. Somente em 1988 a África do Sul concordou
em deixar a Namíbia. Em 1990, finalmente e pela primeira
vez, a Namíbia era reconhecida como uma nação
independente.
Geografia.
São 824.269 km2 de território dividido entre enormes
desertos e savanas, montanhas escarpadas, planaltos,
algumas florestas e uma imensa costa. É um país de
amplos horizontes e grandes espaços abertos, onde a
claustrofobia da vida moderna é praticamente
desconhecida.
Clima.
O clima é quente e seco no interior e fresco no litoral.
A estação seca vai de maio a setembro com temperaturas
entre 20 e 25° C durante o dia e noites frias. A
estação chuvosa, mais quente, vai de outubro a abril,
com temperaturas entre 30 e 40°C e temporais nos meses
de janeiro a abril. Ainda assim, o total anual de chuvas
é pequeno, o que associado a uma alta taxa de
evaporação faz da Namíbia um país árido em sua maior
parte. O deserto de Namib, por exemplo, é um dos mais
secos do mundo.
Ecologia.
A fauna e a flora são bastante diversificadas, apesar de
a vida selvagem ter sido drasticamente reduzida neste
século. Felizmente, hoje a Namíbia é um dos países
africanos com mais áreas de proteção ambiental, que
juntas ocupam 12% de seu território. O comprometimento
da Namíbia com a conservação do meio-ambiente está
previsto pela sua própria constituição, a única no
mundo que possui um artigo desta natureza.
Governo.
Windhoek, a capital, está localizada na parte central do
país. O sistema político é a democracia. Como a
Namíbia tem gozado de estabilidade política desde a sua
independência, é tida como um exemplo de que é
possível a existência de governos democráticos no
continente africano.
Economia.
A economia da Namíbia é fortemente baseada na
extração e processamento de minerais para exportação.
Possui uma das rendas per-capita mais altas da África,
mas por outro lado a concentração de riquezas é
brutal: 5% da população detêm 70% da renda, e 25%
detêm 57% das terras.
População.
A população é pequena, com cerca de 1,5 milhões de
habitantes concentrados em sua maior parte nas regiões
norte e costeira. 86% são negros, 7.4% são mestiços e
6.6% são brancos. 50% da população pertence à tribo
Ovambo. Outros grupos étnicos são os Herero, os Damara,
os Nama, os Caprivian, os Bosquímanos, os Baster e os
Tswana. 80% a 90% são Cristãos, dos quais 50% são
Luteranos. As religiões nativas estão restritas a
apenas 10 a 20% de seguidores.
Idioma.
A língua oficial da Namíbia é o inglês, mas a mais
falada é o Afrikaans. O alemão e alguns dialetos
tribais também são ouvidos dentro de suas fronteiras.
Algumas
frases em Afrikaans:

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